1st Non-Monogamies and Contemporary Intimacies Conference

Fonte: https://nmciconference.wordpress.com/2015/02/25/chamada-de-trabalhos-2015/

Chamada para Trabalhos Académicos

A investigação na sociologia, psicologia, antropologia e história contemporânea tem mostrado que as práticas e os conceitos tradicionais em torno do casamento, família, sexualidade e intimidade têm vindo a mudar rapidamente nas últimas décadas. Têm havido revisões radicais da forma como se pensa e pratica não apenas a sexualidade mas também os papéis de género, a parentalidade no singular, as estruturas familiares, a contracepção, o aborto e o divórcio. Muitas destas áreas estão ligadas a transformações mais vastas nos campos social, económico e político, como é o caso do casamento entre pessoas do mesmo sexo.

Estas alterações chocam de frente com representações negativas de senso comum da não-monogamia, que frequentemente a reduzem a “infidelidade”, “monogamia em série” ou a “falhanços” dos padrões “normais” de intimidade. Estas perspectivas alocam um papel privilegiado ao casal-ideal, retratado como sendo intrinsecamente melhor. O paradigma académico dominante legitima e reforça a normatividade da monogamia. Ao mesmo tempo, essa mesma academia recusa-se a aceitar e reconhecer a existência de formas de relacionamento abertas, não focadas no casal, e consensuais, e de relações arromânticas ou assexuais. Para além disto, mesmo a pouca investigação que existe dentro do campo das não-monogamias consensuais foca-se principalmente em países de expressão inglesa e em grupos e comunidades socioeconomicamente privilegiados, bem como Brancos.

O aumento nos discursos críticos em torno das sexualidades e intimidades normativas (e a forma como estes dois elementos interagem) põe em causa o paradigma tradicional dos estilos de vida que constituem o núcleo do sistema sexo-género, bem como as práticas e instituições hetero-mono-normativas em geral.

Tópicos: Com esta conferência, pretendemos unir investigação, activismo e outras formas de expressão social, com um enfoque especial, mas não limitado, a:

Experiências vividas de poliamor, swing, relações abertas e outras formas de não-monogamia consideradas consensuais;
Mudanças nos conceitos e representações do casal, e desafios associados;
Tensões e transformações nas definições académicas e de senso comum e na compreensão que é feita de parcerias, amizades, parentalidades e outras formas de ligação;
Especificidades de práticas e valores culturais em relação com intimidades contemporâneas em países fora da esfera Anglo-Americana e do Norte Global;
Intersecções entre não-monogamias / intimidades contemporâneas e raça, sexo-género, orientação sexual, kink e fetichismo, classe, cultura, (d)eficiência, educação;
Relações não sexuais e/ou não românticas e identidades emergentes, como a assexualidade ou o arromantismo;
Narrativas no feminino e queer de não-monogamias e intimidades contemporâneas, ancoradas em espaços e tempos específicos;
Activismo e construção de sentido de comunidade em torno das não-monogamias;
Diferenças, sobreposições e intersecções entre não-monogamias consensuais e não-consensuais, e as suas relações de poder;
Implicações legais e fiscais, e desafios em torno das não-monogamias;
Transformações nos significados e práticas associadas à conjugalidade;
Os papéis das tecnologias na transformação das relações sociais e das intimidades;
Discursos (e.g.: genéticos ou evolutivos) sobre o estatuto natural da monogamia ou da não-monogamia;
Intersecções entre não-monogamias e teorias feministas, estudos LGBT, estudos de género e estudos queer, pós-colonialismo e outras vertentes anti-opressão;
Trabalho sexual, pornografias (mainstream ou outras) e outros cruzamentos entre capitalismo e sexo dentro do campo das intimidades;
Saúde (pública) e não-monogamias;
Ligações entre religião e não-monogamias consideradas hegemónicas;
Novas normatividades e novas resistências: polinormatividade e anarquia relacional, neo-liberalismo e contestação política;
Intimidades consensualmente não-monogâmicas e desafios para o aconselhamento e psicoterapia;
Representações de monogamias e/ou não-monogamias na literatura, artes, cinema, televisão, fotografia, teatro, música e outros media.
O nosso objectivo é ajudar à construção de laços de cooperação dentro e fora da academia, em todos os seus campos e disciplinas, e desafiar os modelos tradicionais do sistema hegemónico de produção de saberes do Norte Global. Assim sendo, encorajamos a submissão não só de contribuições académicas e painéis temáticos, mas também mesas-redondas, exibições de filmes e debates em torno deles, instalações de arte, reflexões do campo do activismo e outras modalidades.

Línguas e acessibilidade: Por razões logísticas, a língua comum da conferência será o Inglês, e as contribuições terão de ser submetidas em Inglês. Se o desejar, poderá enviar também a contribuição noutra língua, para além do Inglês. É muito recomendado (mas não obrigatório) que as apresentações durante a conferência sejam feitas em Inglês. O local é acessível para cadeiras de rodas. Se necessitar de interpretação em Linguagem Gestual, por favor contacte-nos através de email; infelizmente não podemos neste momento garantir que este serviço será providenciado.

Para submeter: Contribuições de até 250 palavras para submissões individuais e até 500 palavras para submissões em painéis ou grupos, até 18 de Maio, através desta plataforma. Antes de submeter, por favor leia as instruções AQUI. Quaisquer dúvidas ou dificuldades técnicas devem ser remetidas para o seguinte email: nmciconference@gmail.com

Chamada para Trabalhos Activistas / Artísticos / Performance

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