Integrantes do FNRU se mobilizam para o Plebiscito Popular

No dia 25.01.2014, dentro do Fórum Social Temático em Porto Alegre, representantes de movimentos sociais afiliados com o Fórum Nacional de Reforma Urbana, lançaram uma campanha regional pelo Plebiscito Popular por uma Constituinte Exclusiva pela Reforma Política. O Plebiscito vai acontecer entre dias 1-7 de setembro de 2014, trazendo a seguinte questão: “Você é a favor de uma constituinte exclusiva e soberana sobre o sistema político?”Os movimentos sociais são contra as propostas do Congresso Nacional de reforma política e acreditam que esse processo deve ser realizado de baixo para acima. Durante os próximos meses haverão manifestações nacionais em favor do Plebiscito. No dia 01 de Abril, nos 50 anos de aniversario do Golpe Militar de 1964, os movimentos sociais vão criar comitês locais no país inteiro para discutir a questão.

Para Evaniza Rodriques, da União Nacional de Moradia Popular, “O Plebiscito da Reforma Política é fundamental porque não abrange somente às questões eleitorais, mas propõe a reflexão sobre a participação da sociedade na política. É preciso fazer com que a participação política faça parte do cotidiano das pessoas e das decisões importantes do país. Só com mudanças profundas nas formas de organização e representação poderemos dar voz às maiorias da nossa sociedade que são excluídas dos espaços formais de participação política.” Ela contou que o UNMP vai entrar em reunião ainda esta semana para elaborar um plano de ação de mobilização nacional.

Gegê, da Central de Movimentos Populares, falou, “Não podemos de forma alguma ficar de fora desta importante trincheira que é o plebiscito pela reforma política. Ela é o carro chefe para por fim na corrupção, nas negociatas com o direito dos trabalhadores e trabalhadoras, e em especial no que tratamos com relação aos nossos direitos de poder viver com dignidade, isto tanto na cidade como no campo, o direito de viver como um verdadeiro cidadão. Sabemos que vários e várias são os parlamentares que estão contra a realização deste plebiscito e por que são contra, tudo isso se sabe que ao termos uma reforma política e que a mesma venha a provar que as campanhas eleitorais serão financiadas com o dinheiro público. Daí por diante todas as candidaturas serão tratatas de igual para igual dái não vai ganhar eleição quem tem dinheiro e sim quem tiver o melhor projeto a ser apresentado ao povo brasileiro. Vamos ajudar na construção do mesmo de forma que, neste período teremos como prioridade a construção no nosso dia a dia.”

Apesar de um Plebiscito Popular não ter valor legal, ele exerce forte pressão política, na medida que milhões de Brasileiros mostram sua opinião. O mais memorável Plebiscito Popular da historia recente foi em 2002, quando Fernando Henrique Cardoso queria que o Brasil entrasse na Área de Livre Comércio das Américas (ALCA). Os movimentos sociais, que estavam contra, organizaram um Plebiscito sobre o assunto e 98.32% dos brasileiros votaram contra.

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